Devaneios de duas Gemeas

Este é mais um Devaneio de yana magalhães…

Oieee, voltei!

Bom, gente pra quem le esse blogue… Muitas coisas mudaram depois dos meus últimos devaneios…. Bom, por incrível que pareça, estou namorando! O que me fez pensar em arrumar alguem foi uma pessoa que hoje chamo não só de meu namorado, mas de meu amor! É uma pessoa que me faz muito bem. Me acompanha em várias situações, conversa, é super sociável, carinhoso, me ama, e uma coisa que eu acho imprescindível: ele me faz rir!

Seguindo, consegui um estágio na USP! Mas não é remunerado…. e nem é realmente o que me apetece… mas é melhor que nada né? Eu bem to precisando ganhar logo meu dinheirinho, então quando vocês puderem me sugerir algo, to aceitando qualquer coisa.

E algo que nunca pensei que faria: Cirurgia Plástica! Fiz mamoplastia de redução. Uma coisa que sempre me incomodou, mas aprendi a me conformar. De uns tempos pra cá, depois que emagreci bem, ele começou a ficar indesejável…. E meus pais me apoiaram 100%, assim como meus amigos… E agora me sinto outra pessoa.

Esse ano minha vida tá uma loucura, com várias mudanças, sinto que estou amadurecendo, cada vez mais. E não estamos nem na metade do ano hein… Quero que a minha vida continue seguindo esse rumo, cada vez melhor. E eu agradeço todos que estão do meu lado!



classemediasofre:

Anonymous de merda, vão brincar de pique-esconde e parem de pentelhar o FBI


O tempo passa, o tempo voa…

Sim, um post com o mesmo título, mas dessa vez escrito por outra pessoa.

Nossa, como faz tempo que não dou uma passadinha aqui né? Então vamos devanear que é pra isso que serve esse blogue. Bom, pra começar, um ótimo 2012 pra quem lê isso aqui haha.

Estou aqui pra desabafar que essa brincadeira de ser gente grande eu não quero mais brincar. Terminei a faculdade em 2009, com o titulo de bacharel em Ciências Biológicas, coisa que eu sempre quis. Saí formada e com uma bolsa pesquisa da petrobras em parceria com a UFRJ pra trabalhar com algo que eu me apaixonei. Aí, acaba o ano de 2010, a bolsa termina e bora mandar currículo. Pagar site de vagas, mandar email pra mil lugares…. Fazer entrevista pra dar aula de ingles, mas na sua área, nada! E nada veio.

Aí enquanto isso vamos terminar outra graduação, aos trancos e barrancos, mas finalmente, deu certo! Agora tenho o titulo de Licenciada Plena em Ciências Biológicas, pra ver se o país ainda tem jeito e, querendo ou não, é mais uma opção pra trabalhar. A colação de grau está chegando, aí sim poderei atuar como professora.

Aí aparece no final deste ano que passou a oportunidade de prestar mestrado - carreira acadêmica que é o que eu quis desde o primeiro semestre de faculdade. Estudar, fazer inscrição, comprar passagem pra RS, acordar cedo, reencontrar amigos, fazer prova, conhecer o laboratório, receber proposta de introduzir um novo tipo de estudo na Universidade…. E pronto, você foi reprovado na prova de conhecimentos específicos. E agora, meu mundo caiu!

Tá, agora que sou quase uma professora (não ainda pois falta colar grau), vamos começar a peregrinação de ir atrás da secretaria da educação e ver onde tem vaga de eventual enquanto recomeçamos a mandar currículos, dessa vez para escolas particulares, e esperar o próximo concurso do Estado ou Prefeitura pra passar, dessa vez, e poder atuar na área.

Vamos ver se ano é o ano da virada mesmo! Quero mudar de vida, quero trabalhar. Não quero muito fora da área, porque não foi pra isso que eu estudei 6 anos e sai com dois diplomas, né? Mas por enquanto temos que correr atrás de tudo. E espero que seja só provisório mesmo, qualquer coisa fora da minha área que eu arrumar. O caso é que eu preciso começar a ganhar meu dinheirinho. Fazer as minhas coisas sem ter que dar satisfação pra onde vai. Por que essa história de pedir dinheiro só ta ficando cada vez pior. Pra eles e pra mim  =/

E ainda nessa de querer mudar a vida… Comecei a pensar algo que eu não achei que pensaria. Quero arrumar um alguém fixo e mais frequente. Essa vida bandida já deu o que tinha que dar. Poxa, eu não sei se acredito em casamento na igreja de véu e grinalda, mas eu acredito no amor, e que é possível sim viver uma vida com alguém de forma madura. E não acho que temos que namorar pra casar. Temos que aproveitar o tempo que passamos com uma pessoa, seja ela namorado, amigo, família, cachorro… Mas eu realmente, passei por uma decepção ano passado, fiquei carente que só, me jogaram um balde de água fria e depois fiquei de boa.

Mas agora ta vindo esses devaneios de novo… E se…? Bom, vamos ver como as coisas vão caminhando. Mas minhas promessas de ano novo são pra mim e eu vou sim dar uma reviravolta na minha vida. Eu estou precisando fazer isso, por mim :)

Eu mereço essas coisas e vou lutar para tê-las. Tudo ao seu tempo, sem forçar, mas merecidamente.

by @ytiana


Mudanças…

De repente, não mais que de repente, vi o que eu acreditava ruir. E não falo figurativamente. Aquele que se tornou meu alicerce, minha fortaleza, meu refúgio, simplesmente se foi, sem deixar muitas oportunidades de reivindicação. Não pude decidir se estava preparada para seguir sozinha…Hoje as palavras me faltam para descrever o vazio que se faz no meu peito. Por mais que eu creia em Deus, certas perdas são difíceis demais pra se aceitar. Um dia se acostuma com elas, tenta-se colocar em um lugar escondido do coração, onde não se precise pensar sobre o ocorrido… Mas pra mim é cedo. E tenho a ligeira impressão que vai ser sempre cedo demais para pensar em me acostumar.

E que peso tive durante minha graduação: ‘Camilla do Edgar’. Ninguém dissociava onde estava um ou começava o outro. Me lembro bem de uma professora que me disse certa vez que eu estava me envolvendo emocionalmente, que a minha vida era um “como se fosse”. Mas, de fato, por mais pejorativo que essa expressão tenha soado, eu assumo que pra mim, o Edgar era “como se fosse” muita coisa: meu espelho, meu ‘ídolo’, aquilo que eu sempre quis ser, com todos os requintes de ‘pai emprestado’, onde ele sabia meus gostos e me agradava sempre que possível. E eu a ele, pois pra mim a coisa mais especial desse grande homem é quando ele abria um sorrisão igual ao de uma criança, feliz com um elogio ou um agrado. E quão fácil era agradá-lo! 

Por mais que ele acreditasse em mim, no fundo, sinto que não estou pronta. Não falo profissionalmente. Apesar de ter muito o que aprender, o conhecimento científico e metodológico, pode-se encontrar nos livros. Ou como sempre escutei ele dizer: se aprende mais com a experiência, na vida e no mar… 

Mais que as lições de oceanografia e amor pela profissão que escolhi, o que mais me fará falta é a amizade construída. As conversas e histórias que eu nunca cansei de ouvir - e hoje daria qualquer coisa para ouvir alguma delas de novo. E as teimosias, as traquinagens, os momentos de cumplicidade onde não precisava se falar nada para que tudo fosse entendido. E todos os conselhos, todas as coisas da minha vida que ele sabia e que eu não tinha coragem de contar pra mais ninguém. 

Vigiava a minha dieta, percebendo qualquer mudança, no peso ou no cabelo. E quanto pensamos em mim loira… 

O suco de laranja com vodca antes do almoço. 

O vinho todo dia durante as refeições (de preferência da Serra Gaúcha, costume que eu adotei desde então).

O cigarro Charm, e maço, porque o box ele julgava ser mais forte.

O cd da Minissérie ‘O tempo e o Vento’ tocando sempre que ele estava com saudade de casa. Ou a Barbara, entoando “Dis quand reviendras-tu?”, no melhor estilo tristeza francesa, que combinava magnificamente com o seu Whisky… 

Hum… e eu conhecia o Edgar cozinheiro - e que cozinheiro! A maionese gaúcha que ele só preparava em ocasiões especiais (que me ensinou e fazia pra mim quando eu pedia). As valdívias gratinadas ao molho, que aprendeu a fazer na França (e segundo ele dava um trabalho danado! risos).

E sempre esquecia de colocar as coisas na mala, que eu depois ia fazer ‘vistoria’ antes dele viajar (incluindo ter que tirar material perfuro-cortante da bagagem de mão…que ele esquecia que não podia embarcar! rs). 

E são tantas lembranças, que em mim ele se faz eterno. Hoje não mais meu refúgio, mas ainda meu espelho. Conformada, não posso dizer que estou. Quem sabe aguardando com fé, na esperança que ainda vou escutar muitas histórias do meu amado orientador, José Edgar Freitas Tarouco. E que ele sempre frisava, que era ‘Freitas’ e não ‘de Freitas’, pois ele não era posse de ninguém. 

Mas, pra mim, era o Edgarzinho. Que todos meus colegas de turma diziam que eu ‘babava’, mas que nunca me importei de parecer isso. Talvez por que fosse verdade, mas nunca me envergonhei disso. E queria estar aí pra mimá-lo mais, pra rir com ele das besteiras que víamos na internet ou só pra escutar o novo cd da Bethãnia, com direito a cantar quase todas as músicas - sem o auxílio do folheto. 

Por hora, só o que posso pedir é que Deus e Nossa Senhora mantenha-o em seus braços, redimido e consolado, como só os bons conseguem ser…por que no meu coração, nada muda, além da ausência temporária. O amor, o carinho, o respeito, o tornam eterno na minha vida. 

Obrigada por tudo! 



Lembra quando eu era desse tamanho?

Impressionante como já se passaram 25 anos desde meu nascimento….. Passa tão rápido. Já é 1/4 de século! Porque sim, eu pretendo completar um século inteiro de vida!

E o que nesses 25 anos eu posso dizer com certeza?

Aprendi a ter caráter. Aprendi a respeitar tudo e todos. Aprendi a sempre ouvir dois lados de toda história. Aprendi a conhecer tudo o que me for possível do que me interessa. Aprendi que não vale a pena sofrer. Aprendi que fazer tudo com um sorriso deixa as coisas melhores. Aprendi a não ser estúpida, mas não levo desaforo pra casa. Aprendi a preservar minhas amizades, pois se é amizade, ela nunca morre, mesmo se se passarem 10 anos sem troca nem de uma unica palavra. Aprendi que tenho mais gemeos do que imaginava. E que sem eles, não seria quem eu sou hoje.

Aprendi a me amar acima de qualquer coisa. Que a minha família sempre estará do meu lado. Que meus amigos de verdade tambem. Mas aqueles que não estão…. obrigada por me fazerem mais esperta, como diz Christina Aguilera em Fighter. Aprendi que estudar pode ser uma delicia. E trabalhar no que se gosta tambem. Aprendi que eu sou capaz de muito mais do que muita gente imagina. E que ninguem vai me fazer desistir de meus sonhos.

Bom, eu não falei nem metade, mas certamente falei o mais importante. Obrigada aos meus pais e minha familia que me ensinaram meus principios que tenho hoje. Obrigada ao cursinho pela visão crítica que adquiri. Obrigada à faculdade pelo conhecimento biológico e científico. Obrigada aos meus amigos que me ensinaram o que é amor. E por todos os príncipios biológicos de evolução, ecologia e genética, obrigada vida, por me proporcionar momentos excepcionais de alegrias e tristezas, extremas ou não, e me fazer ser a pessoa que eu sou.

Pois tenho a real certeza que quando eu morrer, com certeza sentirei que faltou muito, mas com certeza estarei satisfeita com a vida que eu administrei até o momento.

Não sei porque estou entusiasmada com esses 25 anos. Ainda tenho muitos planos pela frente. E me parece que esse ano é o momento de deixar a vida universitária e seguir para a vida adulta. Carreira acadêmica, te cuida, que aí vou eu! E eu não vou passar despercebida, pode ter certeza!


Retalhos

Descobri meu coração é feito de retalhos de todas as pessoas que amei. Sim, cada um que passou levou um pouco da ‘juventude’ do meu coração e deixou no lugar remendos, pedaços de si. E outro vieram, costuraram-se em cima de onde já havia sido machucado e, cada vez mais, vi os ‘buracos’ ficarem maiores.

Sim, cada um que passa, deixa uma história, uma saudade, alguns sorriso, muitas lágrimas e constrói medos. E o medo paralisa. Deixa-nos cada vez mais distante daquele coração jovem, que só acredita que a vida é feita pra sentir. E engana-se quem pensa que ter um coração ‘idoso’ tem relação com idade; é apenas a função da capacidade de recuperação. Em outras palavras, resiliência.

Mas porque será que perdemos essa capacidade de depuração? Depois de pensar, acredito que é a nossa certeza de que “amores vividos constroem o que somos”, que nos fazem viver uma experiência espelhada na outra. E, no fim, nunca deixamos de amar nenhum deles.

Sim, é verdade. Nunca! Porque guardamos, e até nos afeiçoamos, aos retalhos que ganhamos durante as sucessivas tentativas de felicidade. Tentativas frustradas. E assim, declaramos que adoramos ter “aprendido” que não se deve ser “vulnerável demais”, que causa sofrimento. E não nos permitimos sentir essa sensação - por vezes até gostosa - de esperar pelo olhar ou pela atenção de alguém, pois já temos guardado instintivamente como a história termina. E temos medo de sofrer de novo, de precisar novamente de alguém e se deparar num deserto, à própria sorte, quando mais se precisa de companhia.

Não sou nenhum exemplo de superação. Tremo só de pensar nas palavras “paixão”, “amor”, “namoro” e, pior de todas, “casamento”. Pra mim, são todas grandes equívocos, coisa de gente carente. Corticalmente, tudo perfeito. Uma máquina que não tem sentimentos, não sofre, é altamente desejável, mas que não se afeiçoa a ninguém de verdade, não cria raízes. Afinal, são as raízes que fazem com quem a tempestade nos destrua, nos reduza a pouco mais que folhas mortas. Uma planta sem raízes pode suportar uma tormenta e ser levada a algum lugar, ainda que meio desfalecida pelo vendaval, onde não conheça ninguém e possa começar de novo. Mas também sem grandes emoções.

Me deparei com uma sensação estranha, que há tempos não sabia que ainda podia existir em uma “máquina” tão convicta de sua condição. Muitas borboletas voando dentro de mim, perturbando minhas tão concretas ideias. E migram para o estômago, causando sensações adversas chamadas “frio na barriga”, quando olho uma certa pessoa. Sim, mas o que houve? Bug no meu tão planejado sistema operacional? - risos -

Foi aí que descobri que, para certas coisas, não há fórmula. Por mais indiferente que a gente se mantenha, uma hora a bioquímica (ou sei lá mais o que os biólogos justificam) nos prega peças. Seja um cheiro, uma feição, um olhar que desencadeie reações biológicas inexplicáveis. E, por um momento, por mais remendado que o seu coração seja, cheio de pedaços de amores fracassados, você consegue achar um espaço ‘intacto’ pra dar a alguém que se torne especial…


Eu nunca fui uma moça bem comportada…

Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que as vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes …Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

[…] Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.

São eles que me dão a dimensão do que sou.

Kathlen Heloise Pfiffer


O que leva uma pessoa a manter uma relação baseada na mentira e no comodismo? Bem, todo mundo tem um amigo(a) que passou ou passa por isso ou, até mesmo, é protagonista de uma história dessa. Tanto eu quanto a Yana temos bastante experiência nesse ramo, principalmente por termos sido “vítimas” (não era bem esse o termo, mas foi o mais próximo que consegui) dessa situação. 

Apesar de não querer falar claramente de nossas experiências, apesar de sofridas e válidas, esse post é apenas um desabafo generalista, onde tento expor minha indignação diante das pessoas que não estão felizes como estão e continuam se fazendo sofrer e envolvendo outras pessoas nesse ninho pernicioso… não se contentam em serem infelizes, mas querem veementemente trazer mais pessoas para esse ciclo… Tá, eu sei que de geral esse parágrafo não teve nada, mas estou indignada mesmo, e daí? 

Fico pensando, aonde essas pessoas guardam aquilo que realmente os é caro, aquilo que importa? Só pensar é o suficiente? Platonismo em pleno século XXI? E mais, um modelo hi-tech, onde você pode ser infeliz pela webcam, msn e skypes da vida! Argolado e monitorado pelo facebook, orkut e twitter. 

Pera lá: estão esperando o mundo acabar pra pensar que cada minuto que se passa sofrendo, é um a menos na felicidade que se poderia estar vivendo? Nem que fosse a simples felicidade de viver a liberdade. Mas me diz, além disso, onde fica esse “amor” que é facilmente trocado pela comodidade, por aquilo que está mais disponível? É mais fácil namorar alguém que está fácil, que não precisa de grandes esforços, do que mudar um pouco e assumir aquilo que se sente (ou diz sentir)?

Me questiono se os fracos de espírito tem direito ao amor. Pra assumir um sentimento e, principalmente, vivê-lo as pessoas precisam de coragem. Coragem de mudar e dar um pulo em direção ao nada. Pode não dar certo? Claro que pode, ninguém pode prever se uma paixão durará pra sempre. Mas esses pequenos momentos de plenitude valem muito mais que uma vida amarrada a outra por puro medo. 

Essa semana, enquanto conversava com uma amiga da universidade, escutei dela algo que me fez parar. Disse-me ela: “Você não pode pensar no amor como algo sentimental, por isso que a gente só se ferra. Se envolva com alguém, mas distante emocionalmente e comece a admirar. A admiração que leva ao amor e não a paixão.” 

É. Mais uma lição aprendida.

Qualquer semelhança com a realidade, NÃO é mera coincidência.

Por @CamillaHelena, mas facilmente poderia ser escrito pela @ytiana. (Gêmeas até nisso! rs)


Hoje, quando acordei, me veio um pensamento tão estranho. A ideia - esdrúxula - de que me falta ser mãe. Passei alguns minutos pensando que já me vão 2 décadas e (quase) meia de vida e que nada nada tenho de “produto meu” além de uma monografia, alguns artigos e um diploma de bacharel em Oceanografia…

E o que será de mim se eu morrer amanhã? Sou uma pesquisadora, mas nunca escrevi um livro, não criei teorias, nem salvei o mundo… Aí que me dei conta que a necessidade e a vontade de ter filhos nada mais é que a satisfação do nosso orgulho e vaidade, no infinito desejo de imortalidade…

De onde veio, não sei. Mas enquanto ia para a universidade, me peguei pensando mais uma vez nisso….E será que um dia eu conseguirei? E como será (ão) meu (s) filho(s)? Loiro, moreno, ruivo, menino ou menina? Não tenho como saber, não por agora, já que muitos outros planos e necessidades ocupam meus dias… mas, de qualquer forma, me assusta perceber como eu mudei. E como a idade faz mudar convicções e anseios.

A única certeza que tenho é a madrinha do meu rebento, não é mesmo Yana? ;) Só não a imagino - ainda - fazendo curso de batismo na igreja… mas esse é outro post… rs

Por @CamillaHelena


Flores

Já me feri no espinho daquela flor

Já lhe dei beijos que marcaram nosso amor

Queria ser Romeu e Julieta no passado

Um sonho épico que eleva o ser amado meu bem

Lhe dei amores, venci rumores

Dessa moçada careta

Que não quer saber de amar, porém

Lhe dei amores, venci rumores

Dessa moçada careta

Que não quer saber de amar, porém

Nunca amei ninguém, mas você é quem?

Eu que ando criando em meus sonhos

Castelos de areia

Nunca amei ninguém, mas você é quem?

Me afogava num mar de ilusão

Sou sua sereia

Já lhe dei flores, flores, flores que brotaram em meu jardim

Você brincou de bem-me-quer e mal quer saber de mim (5x)


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